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CATEQUESES MISTAGÓGICAS

CATEQUESES MISTAGÓGICAS
Ofício Divino
O Ofício Divino como Obra de Cristo e da Igreja

Introdução

A reforma litúrgica empreendida a partir do Concílio Vaticano II teve por objetivo fomentar nos fieis o desejo de nutrir sua vida espiritual a partir do Mistério de Cristo celebrado nas assembleias cristãs. Com este intuito, redefinindo a Liturgia como obra sacerdotal de Jesus, reabilitou o povo de Deus ao seu exercício. A Sacrosanctum Concilium leu e interpretou esta obra de Cristo realizada desde a encarnação como a introdução na terra do “hino que eternamente se canta no céu”. Segundo o Concílio, esta obra de nossa redenção – considerada ação sacerdotal de Cristo – foi confiada à sua Igreja para que fosse continuada mediante o louvor e súp´lica não apenas mediante a celebração eucarística, mas “especialmente no desempenho do Ofício Divino”.

 

Passo 1: Descrição ritual

Conforme Paulo VI a Liturgia das Horas (ou Ofício Divino) é a santificação do dia. Por essa razão é uma ação litúrgica que acompanha o ritmo (o tempo) do ser humano em sua faina diária. Nesta reforma, deu-se destaque – sobretudo – às chamadas “horas principais”: manhã e tarde, Laudes e Vésperas respectivamente. A Igreja se reúne ao amanhecer e ao anoitecer para cantar a obra de Cristo desenvolvida no decorrer do dia na existência dos fieis e assim proceder com a “santificação do dia e de toda a atividade humana.” A estrutura fundamental desta ação eclesial se fundamenta na Revelação que se orienta ao diálogo constante entre Deus e o ser humano. Provê-se, portanto, de maneira ritual, este encontro entre o Pai e sua família, encabeçada por Cristo Jesus, cujo conteúdo é a própria Palavra de Deus testificada nas Sagradas Escrituras e na Sagrada Tradição. Os fieis, reunidos em assembleia pela manhã e pela tarde (se possível) dialogam com o Senhor servindo-se “em grande parte daqueles esplêndidos poemas que os autores do Antigo Testamento compuseram sob inspiração do Espírito Santo": os salmos. Nas Laudes intercala-se um cântico do Antigo Testamento e nas Vésperas um cântico do Novo Testamento é entoado após dois Salmos do Antigo. Também têm lugar nos Ofícios da manhã e da tarde dois cânticos do Novo Testamento, respectivamente o Magnificat e o Benedictus. Outros elementos se unem para estruturar esta oração do Povo de Deus e Corpo de Cristo: as leituras da Sagrada Escrituras (breves ou longas), os Hinos, em geral ligados à antiga Tradição da Igreja, mas também novas composições para este fim são de origem não-bíblica, embora seu conteúdo diretamente se refira à Revelação que a Sagrada Escritura atesta, Antífonas (de origem bíblica ou não).

 

Para uma melhor visualização, percebamos como está estruturada a sequência ritual da oração de Laudes e de Vésperas, segundo a tradição latina:

 

- Invitatório (com ou sem o Salmo):

     De pé, sinal da cruz nos lábios ou no corpo, vênia na doxologia.

 

- Hino

     De pé, em dois coros (antifônicos) ou dialogando entre solista e coro.

 

- Salmodia:

    Sentados, variabilidade de formas para a execução.

 

  • 2 Salmos do AT intercalados por um Cântico do AT (Laudes)
  • 2 Salmos do AT com um Cântico do NT em sequência (Vésperas)
  • Antífonas para todos os casos.

 

- Leitura (longa ou breve)

    Do Ambão (se for na Igreja)

 

- Responsório

    Sentados

 

- Cântico Evangélico:

    De pé e com sinal da cruz no primeiro versículo (como se faz na Eucaristia)

 

  • Antifona + Benedictus (Laudes)
  • Antífona + Magnificat (Vésperas)

 

- Preces

  De pé. Do Ambão ou de outro lugar conveniente.

 

- Oração do Senhor

  De pé, braços abertos.

 

- Oração conclusiva

  De pé.

 

- Conclusão da Hora

  De pé, sinal da cruz.

 

Passo 2: Fundamentação Escriturística

Como se pode perceber na descrição da estrutura ritual, o fundamento do Ofício Divino é a Palavra de Deus testemunhada seja pelas Sagradas Escrituras seja pela Tradição. A Instrução Geral sobre a Liturgia das Horas é muito clara ao considerar os louvores e súplicas da Liturgia das Horas como realização eclesial da oração de Cristo ao Pai. A partir da encarnação do Verbo, “o louvor a Deus ressoa no coração de Cristo com palavras humanas de adoração, propiciação e intercessão. Tudo isso se dirige ao Pai, como Cabeça que é da humanidade renovada, mediador entre Deus e os homens, em nome de todos e para o bem de todos.”

 

A mesma Instrução apresenta os exemplos de oração de Jesus de Nazaré como fonte para a oração legitimamente cristã, seja naquilo de que participa segundo os costumes da religião judaica da qual participa (nas Sinagogas ou no Templo, por exemplo), seja naquilo que lhe é peculiar em sua atividade cotidiana como Rabi.

 

A oração é uma prática aprovada e recomendada no Novo Testamento, desde que não seja falsa. Para Jesus, a oração é fundamentalmente diálogo com Deus.

                                                     

Caso sejam introduzidas finalidades discrepantes deste objetivo, a oração se desfigura, e se alguém finge falar com Deus, incorre em blasfêmia e hipocrisia. Jesus denunciou esta deformação com uma claridade e dureza inigualáveis por aqueles que, com o pretexto da falsa oração, querem eliminar também a oração autêntica.

                                                      Um exemplo disto é a parábola do fariseu e do publicano.

 

Vejamos o texto:

Contou ainda esta parábola para alguns que, convencidos de serem justos, desprezavam os outros. “Dois homens subiram ao Templo para orar; um era fariseu e o outro publicano. O fariseu de pé, orava interiormente deste modo: ‘Ó Deus, eu te dou graças porque não sou como o resto dos homens, ladrões, injustos, adúlteros, nem como este publicano; jejua duas vezes por semana, pago o dízimo de todos os meus rendimentos.’ O publicano, mantendo-se à distância, não ousava sequer levantar os olhos para o céu, mas batia no peito dizendo: ‘Meu Deus, tem piedade de mim, pecador!’” Eu vos digo que este último desceu para casa justificado, o outro não. Pois todo o que se exalta será humilhado, e quem se humilha será exaltado. (Lc 18,9-14)

 

Analisando esta parábola o que poderíamos constatar quanto à reprovação de Jesus da prática oracional do fariseu em questão? Os Santos Padres leram esta passagem e intuíram que o problema do fariseu repousava na postura arrogante e vaidosa de auto justificar-se (Sahdona); quanto ao conteúdo da oração Cirilo de Alexandria comenta que “uma pessoa que se encontra numa batalha, quando cai um outro, não se felicita a si mesmo por ter escapado da desgraça. A debilidade dos outros não é objeto adequado para exaltar os que gozam de boa saúde.” Efren, por sua vez interpreta a passagem dizendo que embora o fariseu falasse coisas verdadeiras sobre si mesmo o fazia movido pelo orgulho, ao contra´rio do publicano que também falou verdades sobre si mesmo, mas com humildade e completa: “Ainda que o fariseu estivesse orando, provocou a cólera de Deus; entretanto, a oração do publicando lhe causou algo diferente da cólera.”

 

Nossa aplicação desta parábola – que se apresenta muito mais como uma narrativa exemplar na opinião de Gourgues- ao contexto da Liturgia das Horas se insere numa crítica ao coração e postura do orante quanto está tão cheio de si mesmo, que não deixa lugar para que a Palavra de Deus lhe penetre, santifique e habite. Ora, assim exorta-nos o Apóstolo:

 

A Palavra de Cristo habite em vós ricamente: com toda sabedoria ensinai e admoestai-vos uns aos outros e, em ação de graças a Deus, entoem vossos corações salmos, hinos e cânticos espirituais. E tudo o que fizerdes por palavra ou ação, fazei-o em nome do Senhor Jesus, por ele dando graças a Deus Pai. (Col 3,16-17)

 

Neste ponto, é bom recordar o que nos diz a IGLH n.14:

 

Os participantes da Liturgia das Horas dela hão de haurir, sem dúvida, copiosíssima santificação por meio da salutar Palavra de Deus, que tanta importância tem nela. As leituras são tiradas da Sagrada Escritura, as palavras de Deus transmitidas nos salmos são cantadas em sua presença, e por sua inspiração e impulso elevam-se outras preces, orações e hinos.

Portanto, não somente quando se lê “tudo que outrora foi escrito para a nossa instrução” (Rm 15,4), mas também quando a Igreja ora ou canta, alimenta-se a fé dos participantes e seus pensamentos se dirigem a Deus, para lhe prestarem um culto espiritual e receberem copiosamente sua graça.

 

 

Numa oração semelhante àquela do fariseu narrada por Lucas em sua parábola não há lugar para a palavra de Cristo. Segundo Michel Gourgues, esta narrativa exemplar situa o fariseu em paralelo perfeito com o publicano, mas com atitudes diametralmente opostas. O problema ao qual Jesus alude sobre a postura do fariseu em oração é que ele fia-se em si mesmo e a partir de si julga os demais. Se no plano do relacionamento com os outros ele prefere confiar em si mesmo, conforme indica o versículo introdutório (v. 9), a oração que lhe é tributada se assemelha à sua postura existencial, isto é, embora dê graças a Deus por suas virtudes, na verdade a confiança que deposita é direcionada a si mesmo e não a Deus. A postura e a oração do publicano – e por acréscimo podemos dizer o mesmo de Jesus – ao contrário se fiam somente em Deus e sua misericórdia.

 

Passo 3: Fundamentação Patrística e Magisterial

 

Como a oração é compreendida pelos santos padres? Partamos da compreensão de Próspero de Aquitânia, leigo e monge nascido no final do século IV, cuja atividade mais notável foi trabalhar como secretário do Papa Leão Magno. Segundo Próspero a lei da oração deve estabelecer a lei da fé: “ut legem credendi lex statuat supplicandi.” O método e o conteúdo da oração devem definir e constitui o crer. Trata-se de um “axioma”, isto é, uma expressão ou sentença que goza de especial dignidade e valor e não necessita ser demonstrado, tornando-se absoluto e normativo.  Sobre o “lex orandi lex credendi” – conforme é conhecido – Cesare Giraudo explica que a preocupação de Próspero é provar a importância capital da graça divina como fundamento de toda experiência religiosa e espiritual. A lógica implícita ao axioma em questão aplicado por exemplo à conversão seria o seguinte:

 

ORA, se nós oramos para que Deus conceda aos ‘maus’ a graça necessária à conversão, e muitos se convertem; LOGO, devemos crer que, aos ‘maus’ que se convertem, Deus concede a graça necessária à conversão.

 

Assim, a prática da oração – e aqui refere-se Próspero e nós à oração litúrgica da Igreja – é quem define como deve ser a experiência do crer, tanto na forma quanto no conteúdo. Podemos, neste caso, citar Agostinho em sua carta contra Pelágio, conforme cita Giraudo, na qual ele afirma a partir da oração (litúrgica) do Pai Nosso: “A própria oração é o testemunho mais evidente da necessidade da graça”, citando a sentença “não nos deixeis cair em tentação”.

 

Oxalá aqueles que, por lentidão de coração e por fraqueza, não podem ou ainda não podem compreender as Escrituras ou seus comentários, que ouçam, quer não ouçam nossas disputas sobre esta questão, prestem maior atenção às suas orações, orações que a Igreja sempre teve, desde os seus primórdios até que o mundo acabe.

 

Giraudo conclui, fazendo reverberar na tradição patrística preexistente a compreensão de Própero: “Orígenes (…): ‘mas quando oramos nãos fazemos vanilóquios, e sim teologia!’. Basílio de Cesaréia (…): ‘Como fomos batizados, assim devemos crer.’ Evágrio Pôntico (…): ‘Se és teólogo, rezarás verdadeiramente; e, se rezas verdadeiramente, és teólogo’”.

 

Mas em que consiste a oração? A definição de Clemente de Alexandria é simples e sóbria: “a oração é um diálogo com Deus”. Eusébio de Cesaréia dizia que é “o cajado do Verbo de Deus” com o qual fazemos a peregrinação e a passagem da morte para a eternidade. Agostinho afirma: “A tua oração é uma conversa com Deus. Quando lês, é Deus que fala contigo, quanto oras, és tu que falas com Deus.”

 

O Beato Paulo VI na Constituição Apostólica em que promulga a nova edição da Liturgia das Horas para toda a Igreja compreende a oração cristã como “oração da família humana inteira, que Cristo associa a Si”. Determina, portanto, que a prática da oração é, na verdade, uma ação de caráter crístico. E continua: “a oração da Igreja é ‘oração que Cristo, unido ao seu Corpo, eleva ao Pai’” e conclui, citando Santo Agostinho:  “´É preciso, pois, que, ao celebrarmos o Ofício Divino, reconheçamos o eco das nossas vozes na voz de Cristo, e a sua em nós.”

 

A Instrução Geral à Liturgia das Horas (IGLH), por sua vez, situa a oração como uma das principais funções da Igreja ao nomeá-la dentre os quatro pilares da vida eclesial: “eram perseverantes em ouvir o ensinamento dos Apóstolos, na comunhão fraterna, na fração do pão e nas orações” (At 2,42). A prática da oração relacionada às horas do dia foi sendo aperfeiçoada com o passar do tempo, desde a época bíblica até chegar à estruturação obtida depois do Concílio Vaticano II.

 

O “preceito da oração” é compreendido pela IGLH como realização do mandato de Cristo. Praticamente, constitui uma herança que se deve guardar e transmitir e que deve ser “humilde, vigilante, perseverante e confiante na bondade do Pai, com intenção pura e conforme a vontade de Deus. Rezar, portanto, é constitutivo da identidade, da vocação e da missão cristãs.

 

A IGLH entende que a oração à qual a Igreja está obrigada – como realização da palavra evangélica: “rogai, pedi em meu nome” (se entenda, como se fosse Ele mesmo a pedir) deve ser vinculada necessariamente a Cristo. É, por assim dizer, continuação da oração de Cristo:

 

Deus não podia outorgar à humanidade, dom maior que o de lhe dar por cabeça o seu Verbo, pelo qual criou todas as coisas, e de a incorporar ao Verbo como membro, de modo que Ele fosse ao mesmo tempo Filho de Deus e Filho do Homem, um só Deus com o Pai e um só homem com os seres humanos. Assim, quando na oração falamos a Deus, não separemos dEle o Filho. Quando o Corpo do Filho está orando, não separe de si sua cabeça. O mesmo e único Salvador de seu Corpo, Nosso Senhor Jesus Cristo, o Filho de Deus, ore também por nós, ore em nós, e nós oremos nEle. Ele reza por nós como nosso sacerdote, ora em nós como nossa cabeça, e nós rezamo a ele como nosso Deus. Reconheçamos, pois, nele a nossa voz e a sua voz em nós.

 

Não é difícil verificar, portanto, a partir das premissas patrísticas e magisteriais acima, que a oração da Igreja – a oração cristã, porque é oração de Cristo – é necessária à santificação. Ela faz operar em nós a graça de Deus, conformando-nos à imagem de seu Filho, imbuindo-nos com seu Espírito. Realiza em nós a vida de Cristo, de maneira a nos transformar nEle – gradualmente, hora após hora – em Filhos e Filhas muito amados.

 

Passo 4: Voltando ao Rito

A Palavra de Deus é o fundamento da oração cristã porque esta não é outra coisa senão diálogo (dia-logos: compartilhar a palavra) com o Senhor. E, conforme a Verbum Domini n. xx, este Verbo ou Palavra Divina não é um texto mas um acontecimento ou evento. O Ofício Divino se presta a produzir em nós – a Igreja – esta experiência da encarnação do Verbo. Esvaziamo-nos de nós mesmos e deixamos que ressoe em  nós a Palavra Divina. Assumimos, assim, o lugar do Filho amado – o Verbo Eterno que habitou entre nós. Tornando-nos um com ele, unindo nossa voz à sua Palavra, ou dando voz à sua Palavra que reverbera desde a eternidade, alcançando os mais variados rincões da terra.

 

Seguindo a regra da Lex Orandi, Lex Credendi, pela qual sabemos construir o discurso teológico a partir da oração da Igreja, notaremos nos ritos que compõem o complexo oracional da Liturgia das Horas tais princípios em aplicação.

 

  1. A Estrutura

Os elementos que compreendem e estruturam a LH são – na sua maioria – oriundos da Escritura ou da Tradição. Preponderantemente, temos material escriturístico (Invitatório / Antífonas / Salmos / Cânticos Bíblicos / Leituras / Responsórios, Pai Nosso). O material que provêm da Tradição (Hinos, Preces, Orações e algumas antífonas) trazem consigo elementos da Sagrada Escritura em chave de releitura. Notamos, assim, que a Palavra de Deus que é oferecida pelo testemunho duplo da Escritura e da Tradição que se entrelaçam na trama do Ofício Divino. Deste modo, o Ofício Divino nada mais é do que a Palavra de Deus atuando em nós, no hoje de nossa história.

 

  1. Dinâmica Ritual

A Liturgia das Horas é verdadeira celebração do Mistério de Cristo. Isso transparece nos ritos que estão vinculados, primeiramente, ao Tempo. As duas orações principais – ao entardecer e ao amanhecer – recordam cotidianamente o núcleo da fé: a morte e ressurreição do Senhor, respectivamente.

Também nos torna Templo, morada da Palavra Divina – lugar onde se guarda a Lei do Senhor. A ritualidade do Ofício Divino exige que tomemos parte ativamente – cantando, recitando, fazendo silêncio. Não somos meros assistentes. Envolvemo-nos – mediantes os ritos – com a Palavra Divina, testemunhada nas Escrituras e na Tradição que se tornam gesto sonoro.

 

Assim, pela ritualidade, Tempo e Espaço – coordenadas fundamentais da existência histórica do ser humano – são santificados. Tempo e Espaço que são, nada mais e nada menos do que símbolos do humano e da criação inteira.

 

  1. O conteúdo

Sobre o que dialogamos com o Senhor? O que interiorizamos e exteriorizamos no Ofício mediante os ritos e preces? O que o Senhor nos ensina, o que a Igreja transmite quando reza a Liturgia das Horas?

O Ofício nos lembra que nosso único assunto com o Pai é o Mistério do Filho do qual desejamos ardentemente tomar parte, abertos que estamos ao seu Espírito. Vejamos como isto aparece em alguns elementos da Oração de Vésperas que acabamos de rezar:

 

- No Hino:

- Nos Salmos e Cânticos:

- Na Leitura:

- Nas Antífonas

- Nos Responsos

- Nas Preces

- Na Oração Conclusiva